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dot Trabalhos dos alunos


23 novembro 2007

Esculturas de Papel

Pastoral

Não há, não
duas folhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza duas folhas iguais.

Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
bainha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.
Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias,viscosas,
fibrosas, carnudas.

Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento
Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam, apenas volitam
nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.

António Gedeão, «Pastoral», in Obra Completa, ed. Relógio d’ Água





O Outono desfolha-se na sala de E.V.T.






Da bidimensão à tridimensão








A matéria prima foi o papel.





Os alunos das Turmas K e L do 6º Ano, da Escola Conde de Oeiras, criaram formas tridimensionais.


Esculpindo o papel, com cortes e recortes que foram sendo dobrados, enrolados e colados na procura da tridimensionalidade

O Outono continuou a desfolhar-se, umas vezes em harmonia com a geometria, outras procurando criar formas naturais, dos enlaçes foram surgindo esculturas de papel.

submetido por Lourdes em 21:58 | 19 comentários links para este post

17 novembro 2007

Projecto Escolas Verney



Por ter sido nomeada no blog As Tic no 1º Ciclo do Ensino Básico quero deixar aqui os meus agrdecimentos e desejar à Andreia Videira que tenha sempre o entusiasmo e amor que também eu sinto pela escola feita de pessoas e para pessoas, na procura de uma sociedade mais culta e mais justa para todos.

Para si e para os seus alunos deixo-lhes um pouco do concelho de Oeiras, onde a Oliveira é uma das árvores emblemáticas.

Ofereço-vos estas as folhas de oliveira da pintora e escultora Maria de Morais.


Mais uma vez não resisti em participar neste projecto, não só pela qualidade e interesse que considero ter, mas também pela pessoa da Dra. Maria José Rijo, pelo seu acolhimento sempre entusiasta e dedicado.



Durante este ano lectivo, os alunos com quem eu e a professora Rita Viana - com quem formo par pedagógico - vamos trabalhar neste projecto integram a turma A do 6ºAno da Escola Conde de Oeiras em Oeiras.

Depois de uma vinda à escola da Dra. Maria José, ontem foi a vez da turma A do 6º Ano fazer a visitar à Livraria Galeria Municipal Verney.

As obras e os artistas que fomos ver e apreciar foram: Maria Morais, escultora e pintora, Ilídio Salteiro, pintor e Manuela Nogueira escritora.


Maria Morais …“ As folhas todas iguais, todas diferentes. A cor e a forma, transfiguração do desenho à escultura. O singular e o plural.


“Mito, Alegoria e Símbolo”, segreda-nos Almada Negreiros, o erudito e o popular. “ Verde foi meu nascimento, mas de luto me vesti…" (extracto do texto de apresentação de Lagoa Henriques).










Ilídio Salteiro - O título diz tudo “Perguntas e outras pinturas", a que Lagoa Henriques acrescenta: "registos para o entendimento duma dialética palavra <> imagem…" (in Catlálogo da Exposição, edição da Câmara Municipal de Oeiras - Livraria-Galeria Verney)


Maria Nogueira - Há mais de quarenta anos que se dedica à escrita e à promoção da leitura em escolas e bibliotecas. Na qualidade de sobrinha de Fernando Pessoa, com quem viveu até aos 10 anos, é hoje testemunha viva da vida e obra do escritor e poeta, promovendo acções de divulgação.

Escreve para adultos e crianças; alguns dos seus livros estavam expostos na Livraria-Galeria Verney e os alunos puderam vê-los e ouvir falar da escritora e da sua obra.





A turma participou, interessada e curiosa. Com a Dra. Maria José desenvolveram o dialgo, na procura de mais saberes.




submetido por Lourdes em 22:33 | 10 comentários links para este post

15 novembro 2007

Perspectiva Linear Científica




Na disciplina de
Educação Visual,
com a professora

Rita Viana.





A turma B do 9º Ano da Escola Conde de Oeiras está representar, em desenho rigoroso, formas tridimencionais, obedecendo ao princípio de representação segundo o método de projecção cónica, ou perspectiva linear cientifica.







Compreendendo, através da representação das formas, os processos subjacentes à percepção do volume.


Foi no século XV que o arquitecto renascentista Brunelleschi desenvolveu este método de representar a perspectiva, utilizando um ponto de fuga que nos dá a sensação de distância e tridimensionalidade.




Perspectiva à mão livre, pensando na pintura de Vieira da Silva.




A pintora Maria Helena Vieira da Silva desenvolveu esta técnica, dando-lhe uma interpretação pessoal.

Maria Helena Vieira da Silva
Nasceu em Lisboa, em 1908, e morreu em Paris, em 1992. Desde muito cedo se interessou pelas artes, vindo mesmo a descobrir o seu interesse pela pintura e pelo desenho, que se tornou uma paixão. Aos 18 anos parte para Paris onde estuda e começa a pintar.

Mais tarde, casa com Arpad Szenes e fica por Paris onde desenvolve a sua obra

quadro de Arpad Szenes -"Helena a Pintar"




A Fundação Arpad Szenes–Vieira da Silva e a Fundação Calouste Gulbenkian (centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão) juntaram-se e oferecerem-nos a exposição Vieira da Silva que está patente ao público na Fundação Arpad Szenes, em Lisboa, até 17 de Fevereiro de 2008.


Podemos ver várias obras de Vieira da Silva, da sua vasta produção. Com temas como construções, estruturas espaciais fechadas, xadrez, jogos, cidades e lugares imaginários.

submetido por Lourdes em 18:30 | 5 comentários links para este post

10 novembro 2007

É uma estória da História


Recinto megalítico dos Almendres...
... fica no Alentejo, a cerca de 15 km da cidade de Évora.

Por lá, em terreno deixado pelos nossos antepassados, assisti ao lançamento e apresentação do livro


“ A Senhora de Ofiúsa “

de Gabriela Morais


- Mais uma vez os humanos
comunicaram através do desenho

que nos conta a história de dois adolescentes que mergulham numa aventura, passada na Pré-História portuguesa, há 8000 anos, recheada de maravilhoso, fantástico e …real.



Partindo de achados arqueológicos, de lendas e de histórias que ouviu contar, a autora dá vida aos nossos antepassados mais longínquos, fazendo-nos conviver com os seus objectos, conquistas culturais, costumes e rituais, nos cenários reais de sítios arqueológicos, entre outros os Almendres, onde teve lugar o lançamento do livro “A Senhora de Ofiúsa” é uma 'estória da História', uma forma inteligente, imaginativa e encantatória de viajar pelo tempo no espaço português, dando a conhecer o que mais recentes investigações ensinam sobre as nossas invulgares e curiosas raízes culturais - (texto adaptado da contracapa do livro - edição da Apenas Livros, Lda.).





- A autora Gabriela Morais, em sessão de autógrafos





Na capa e na contracapa desta obra, especialmente dirigida a jovens, mas que todos devemos ler, podemos encontrar estas figuras míticas, que têm vida no livro, e através das quais - quem sabe? - também tu poderás aprender a contar uma visão diferente da nossa História

submetido por Lourdes em 22:18 | 2 comentários links para este post

04 novembro 2007

O poder de um desenho feito por um menino de 8 anos…

Ao ler o Jornal Público de ontem não pude deixar de reflectir sobre a notícia de primeira página “Darfur - A acusação das crianças”.

Talvez por ser professora de Educação Visual e estar consciente de que o desenho é uma forma muito forte de comunicação universal, a notícia tocou-me, especialmente. Vi demoradamente o desenho e analisei-o com atenção.


Sei que é um processo de expressão manual, mas só é possível porque os nossos olhos vêm. Ao desenharmos, o nosso cérebro mobiliza a inteligência, a sensibilidade e liberta o nosso estado de espírito. O desenho pode dar voz imediata ao pensamento, como outras formas de comunicação.
Foi isto que aconteceu com os meninos de Darfur, que assistiram aos massacres de uma guerra que não escolheram, não querem, mas viveram e nela se viram envolvidos…

Hoje um desses meninos tem 12 anos, está num campos de refugiados os seus desenhos são o único testemunho em imagem de uma guerra que já fez 300 mil mortos.

O poder destes desenhos pode, assim, vir a ter uma importância muito grande, pois eles são praticamente os únicos registos da violência a que as populações estiveram sujeitas durante estes últimos quatro anos. Poderão servir de prova no tribunal para julgar os responsáveis pelas atrocidades cometidas…


Os desenhos foram obtitos neste endereço

submetido por Lourdes em 19:59 | 2 comentários links para este post