25 agosto 2007
Olhando Lisboa...


Vi baixos-relevos em pedra, relíquias do tempo, sem saber quem foram os seus autores ou, até, o que os motivou.
Marcas identificativas ou evocativas deixadas nas pedras da cidade.
Um abrigo, um porto, uma cidade, as lápides ali permanecem teimando em contar-nos a História que ainda ninguém descobriu, mas que todos podemos inventar e reinventar fazendo uso de experiências vividas e imaginação de povo pescador e marinheiro que fomos.
submetido por Lourdes em 21:51 | 2 comentários
20 agosto 2007
eu desenho... tu desenhas...
Desenhar é um processo mental de comunicação humana.
Desenhamos porque o nosso cérebro identifica formas, contornos e espaços. Tendo capacidade de aceitar uma representação em substituição da imagem real, um desenho nunca é igual ao que vemos, implica sempre um processo mental que está associado à capacidade de abstracção simbólica e sinalética que existe na génese de toda a comunicação humana.

Desenhar é um acto banal. Todos nós já desenhámos. A possibilidade de fazer um desenho mobiliza o nosso cérebro de forma específica e interligada por sermos animais visuais.
Ao desenhar estamos a ter uma relação directa com a mente, construindo a possibilidade de elaborar um modo de pensar que desenvolve uma relação entre o olhar e a sua relação directa com o gesto.

Traços, manchas são identificadas pelo cérebro, representando formas e espaços do mundo que habitamos.
- As fotos foram obtidas na Escola Conde de Oeiras, em Oeiras, durante a execução de trabalhos pelos alunos.
submetido por Lourdes em 18:52 | 1 comentários
12 agosto 2007
Miguel Torga
Todos o conhecem pelo nome literário de
Miguel Torga
Adoptou este nome por se identificar com a planta torga ou urze (planta que está muito agarrada à terra, sendo ao mesmo tempo humilde, bravia e espontânea) e Miguel por ser um nome Ibérico, inspirado em dois autores seus preferidos: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. O nome define o escritor de raíz portuguesa mas sentindo-se ibérico.
Transmontano de nascimento,
Parque dos Poetas em Oeiras - Escultura de Miguel Torga do escultor Francisco Simões
Dois poemas de Torga:
Memória
Chove
Mas, afinal, já chove há muitos anos...
O Mundo dos meus pés nunca se move
Sem chuva, tristeza e desenganos...
Apesar disso,
Do luminoso sol de certo dia...
Um lindo sol que doirava
Num toco que rebentava
Uma folha nascia.
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.
submetido por Lourdes em 22:55 | 1 comentários
04 agosto 2007
Património de Amizades

-Extrato de poema de Mariana Aguiar-

Em criança vivi os dias, registei saberes, senti atitudes com as duas amigas com quem partilho uma bela banhoca na foto da esquerda.
São muito importantes, pois com eles e por eles nos vamos, também, construindo.

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submetido por Lourdes em 00:34 | 0 comentários